É muito comum encontrarmos profissionais, especialmente entre os recém-formados, com dúvidas em relação a que caminho seguir na carreira: devo investir no setor privado ou vale a pena fazer concurso público?

No Brasil, o funcionalismo público é cercado por um série de estigmas que o colocam como grande objetivo de carreira de muitos profissionais. A verdade é que a vida de concurseiro e o serviço público não são para qualquer um: a decisão vai variar muito de acordo com o perfil de cada pessoa e seus objetivos de vida.

Como em qualquer carreira, o setor público tem prós e contras que devem ser levados em consideração antes de se mergulhar de cabeça de vez no mundo dos concursos ou de se descartar por completo essa possibilidade.

Afinal, vale a pena prestar concurso público?

Para te ajudar nessa decisão, resolvi dividir o assunto em seus principais pontos e abordar as vantagens e desvantagens de cada um. Confira:

Remuneração

Muitas pessoas se decidem pela carreira pública com o fator econômico em mente. De fato, a média salarial dos cargos concursados são superiores aos oferecidos pela iniciativa privada. Além disso, são muitos os benefícios que o trabalhador recebe, como vale-refeição, vale-transporte e plano de saúde.

Porém, é importante ressaltar outros aspectos.

Em primeiro lugar, o salário do servidor público é determinado por lei. Quer dizer: apesar da segurança que isso passa, não importa quão bom funcionário você seja, não há a menor possibilidade de uma “conversa com o chefe” para pedir um aumento ou discutir uma promoção, mesmo que sua performance seja incrível.

Além disso, no Brasil é comum que os reajustes demorem a chegar, tornando os salários defasados, especialmente em tempos de crise e corte de despesas.

Estabilidade

Outro ponto muito levantado por quem decide investir nos concursos é a estabilidade na carreira. Um vez aprovado no concurso, o profissional não pode ser demitido a qualquer momento ou sem motivos realmente válidos e fortes.

No entanto, ao contrário do que muitos pensam, a estabilidade do cargo público não garante o seu emprego para sempre. Em primeiro lugar, ela está condicionada ao chamado estágio probatório. Durante os três primeiros anos, o profissional passa por um período de aprovação e adaptação, em que, em função de diferentes fatores, a administração pública pode dispensá-lo quando bem entender.

Em segundo lugar, existe a possibilidade de perda do emprego em caso de penalidades, como excesso de faltas ou ofensas no ambiente de trabalho. Ademais, alguns cargos do funcionalismo público estão na berlinda sempre que Estado decidir cortar gastos ou enxugar a máquina.

Carreira

Uma vantagem do concurso para cargos públicos é que, salvo nos casos da Magistratura e Ministério Público, não se exige experiência prévia do candidato e o processo de admissão é objetivo e livre de discriminações de qualquer ordem: cada pessoas é simplesmente um CPF e sua aprovação ou não está condicionada única e exclusivamente ao seu desempenho na prova.

Vale ressaltar, porém, que esse é um projeto que demanda tempo e estudo. Para se ter uma ideia, o tempo de aprovação para concursos é, em média, superior a 2 anos, variando de acordo com o cargo pretendido. Quer dizer, é preciso muita dedicação e paciência, mas, principalmente, meios para se sustentar durante esse período em que o foco principal devem ser os estudos.

Outro aspecto a ser analisado e que muitas pessoas se esquecem é que o concurso público é para preencher aquele cargo em específico. Quer dizer, uma vez aprovado, aquela vaga será do candidato para sempre. Ou seja, exceto pela progressão salarial por tempo de serviço, não é possível mudar de área. Caso opte por novos desafios, é necessário prestar e ser aprovado em um novo concurso.

Para quem se interessar, falei um pouco mais sobre minhas próprias dúvidas que tive no início da minha carreira entre prestar concurso público ou advogar no setor privado:

Antes de bater o martelo e decidir se, para você, vale a pena fazer concurso público ou não, reflita bastante. É fundamental que cada um avalie os seus próprios objetivos e suas próprias motivações profissionais, optando com clareza sobre qual a melhor opção para sua vida profissional.

E, caso você escolha advogar e seguir na iniciativa privada, saiba que há uma infinidade de caminhos que você pode escolher. De escritórios de advocacia à consultorias, passando pela carreira autônoma, o bacana é se informar e conhecer mais sobre todas as portas que o Direito nos abre – inclusive tenho um artigo inteiro sobre os tipos de advogados existentes no Brasil.

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O Professor Rodrigo Padilha é empreendedor com empresas no Brasil e nos EUA, com uma das maiores turmas de segunda fase de Direito Constitucional do Brasil e se dedica a ensinar advogados a conquistarem sucesso na carreira através dos métodos criados e aplicados por ele para alcançar o tão sonhado equilíbrio na vida através do Empreendedorismo Jurídico.

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